Como cafeterias e pizzarias estão usando gelato para faturar mais — sem ampliar a equipe ou o espaço

No último ano, o mercado de alimentação fora do lar voltou a crescer no Brasil, com consumidores dispostos a gastar mais quando encontram experiências de valor. Segundo a Abrasel, o setor já recuperou o volume pré-pandemia, mas a competição nunca foi tão intensa.

Restaurantes, cafeterias e pizzarias precisam ir além do prato principal para ampliar o faturamento e muitos têm encontrado no gelato artesanal uma solução prática, rentável e altamente desejada pelo cliente. Saiba mais com essa leitura!

Clientes dispostos a consumir, mas pouco estimulados

A grande questão não é a falta de público. Os clientes entram, consomem, mas frequentemente o cardápio não apresenta estímulos suficientes para ampliar o ticket médio. Nas pizzarias, a refeição costuma terminar na última fatia. Nas cafeterias, muitos saem apenas com o café.

A sobremesa, que poderia ser o complemento natural e elevar consideravelmente a venda por mesa, muitas vezes não possui um apelo forte o bastante. Esse é o ponto cego que muitos operadores não percebem: a chance de aumentar o faturamento está na mesa, mas sem um produto realmente atrativo, ela continua subaproveitada.

O impacto financeiro do gelato

Imagine a seguinte situação, em uma pizzaria localizada em uma capital. Antes da introdução do gelato artesanal, o ticket médio da casa girava em torno de R$ 72,00 por mesa.

Com a oferta de gelato em taças personalizadas e sabores rotativos, incluindo edições sazonais que criam senso de urgência, o ticket saltou para R$ 88,00 em poucos meses. A sobremesa passou a representar quase 18% do faturamento mensal, sendo que antes ficava abaixo de 6%.

Em outra situação hipotética, que envolve uma cafeteria, o cenário poderia facilmente se repetir. O consumo médio por cliente era de R$ 23,00. Com a introdução do gelato artesanal em combinações exclusivas, como affogato com cafés especiais e opções com toppings premium, como caldas artesanais e castanhas, o ticket médio subiu para R$ 31,00.

E o mais importante: sem precisar contratar novos funcionários ou expandir o espaço físico. A operação foi integrada com facilidade à rotina já existente.

Objeções comuns que já foram superadas

Mesmo com exemplos como os que você acabou de ver, é natural que operadores tenham receio em relação ao espaço e à mão de obra necessária para produzir gelato artesanal. Porém, justamente esse é um dos grandes trunfos do modelo que será apresentado na FIPAN 2025, que acontece de 22 a 25 de julho em São Paulo.

Em um espaço de apenas 6m² é possível implementar uma operação completa de gelato, com equipamentos compactos, produção interna sob controle e cardápio objetivo. No evento, os participantes poderão conferir de perto a real viabilidade desse negócio.

Para completar, o treinamento da equipe também não precisa ser um obstáculo. Hoje, com o avanço dos equipamentos e o suporte técnico especializado, a produção de gelato artesanal tornou-se altamente padronizada e simples de operar, mesmo para equipes pequenas e sem experiência prévia.

Além do lucro direto, vale investir em apelo visual e marketing orgânico

Outro benefício evidente do gelato artesanal é sua capacidade de gerar marketing espontâneo. Apresentações fotogênicas, sabores exclusivos e combinações criativas fazem com que o produto se torne naturalmente compartilhável nas redes sociais, ampliando o alcance da marca e atraindo novos clientes.

Enfim, não se trata simplesmente de oferecer uma sobremesa a mais no cardápio, mas de criar uma nova alavanca de crescimento sustentável. Cafeterias, pizzarias e restaurantes já estão colhendo resultados expressivos com o gelato artesanal e a sua operação pode ser a próxima.

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